27.12.09

Se puder, sem medo



Se puder, sem medo
Oswaldo Montenegro

Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava

O guri e a galinha

Estou fazendo um retiro/fuga/pseudo-isolamento na casa de meus pais em Itaara.
Tipo "vivendo a minha vida" da maneira que ela se apresenta.
Aqui é um misto natureza-civilização ainda não muito bem definido.
Agora são 07:05 da manhã e estou acordado por diversos motivos. Alguns insetos não me deixaram dormir, o ventilador, no máximo, faz um barulho de turbina de avião (e eu odeio aviões), o vento do ventilador na minha cara era muito forte (dormi no quarto do meu irmão e ele prefere o ventilador no nível máximo) e deixava o lençol gelado, deu fome enquanto tentava dormir, quando peguei no sono meu irmão levantou pra ir ao banheiro (e nisso já era quase dia) e os passarinhos começaram a se mexer e cantar (tipo "vivendo suas vidas") e um vizinho toca música eletrônica bem alto. Noite chata, feia e boba.
Mas fora esse pequeno detalhe, não é tão ruim assim. Na cidade a gente fica um pouco preso no barulho dos carros e no cheiro de esgoto. No pó de cimento e na nostalgia de quando éramos crianças e nada disso era problema. Há uns 15 anos atrás eu jogava bola na rua, "gostava" das amiguinhas, invadia construções pra fazer aventuras malucas e perigosas (esse era um grande conflito existencial entre eu e minha mãe). Depois eu cresci um pouco e bebia e fumava e conversava com meus amigos na rua durante a madrugada. Mas sempre no cimento e no asfalto.
Mas juro. Juro. Durante todos esses vinte e seis anos de selva de pedra nunca tinha visto uma criança passear com uma galinha embaixo do braço.

22.12.09

Vivendo a minha vida ou o caso do não-sei-o-que-fazer-com-isso

Voltando ao mundo canino, lembro agora dos de rua.

Eles nascem em qualquer lata de lixo ou terreno baldio. Ou alguns nascem em uma casa e são cruelmente jogados na rua em sacolas plásticas. Uma grande percentagem dos sobreviventes andam pelas ruas defecando, urinando, latindo feito assassinos e revirando lixeiras. São os nossos vira-latas. Eu gostaria de ter uma experiência vira-lata. Os vira-latas são livres. Comem, bebem e dormem na medida do possível. Fazem sexo quase semanalmente. Têm amigos fiéis (os mendigos), tem inimigos mortais (alguns parceiros de espécie maiores que eles).
É uma aventura ser cachorro de rua.

Faço analogia ao que imagino ser o "vai viver tua vida" que me escreveram há alguns dias. Do tipo: Mind your own business! Quero cair na gandaia! Caia também! Mas longe de mim, claro.

Viver a Vida é nome de novela, não?

O meu viver a vida é normal.
Eu vivo. Como, bebo, durmo.
Tenho um pouco de saúde e tal.
Família massa, amigos legais.
Colegas tri gostosas.
Estudo jornalismo numa faculdade ótima.
Se fosse falar no sentido científico mais básico de descrever um ser vivo, estaria na fase do "cresce". Tipo vivendo a vida.
Claro que não com todo o glamour das vidas vividas na tal novela. Ela é uma tentativa nojenta de mostrar uma realidade mais nojenta ainda de uma parte bem pequena deste nosso Brasil varonil.
Mas fui aconselhado a viver a minha vida.
Mas eu pergunto: Quando foi que eu deixei de viver a minha vida?
Ninguém deixa de viver a vida. A não ser os que vivem a própria vida fingindo ser o que não são. O que não é o meu caso.
Uma das minhas virtudes é a sinceridade. Que começa comigo mesmo.
Eu nunca pretendi deixar de viver a minha vida. Eu queria acrescentar qualidade a ela.
Eu queria dar um novo ar para os meus pulmões. Eu queria viver a minha vida e ainda criar outra vida. As pessoas pensam que a gente precisa abdicar de viver quando vai se unir a outra pessoa.
A gente está sempre unido a uma pessoa. Sempre. Com sexo ou não, sempre. Nunca estamos sozinhos, seja para ser independente ou dependente. Isso não nos livra de relacionamentos íntimos, familiares, profissionais ou de amizade.

Eu gostaria muito é que a sinceridade fosse sempre recíproca em minhas relações.

Mas enquanto eu não souber tudo tim-tim-por-tim-tim vou continuar a "viver a minha vida", como os queridos vira-latas, já que é como me sinto devido ao fato de que a melhor parte do meu "viver a vida" me foi tirado injusta e arbitrariamente.


18.12.09

A vida se repete em diversas situações


Ele era apaixonado por Ela.
Ela não sabia viver sem Ele.
Se conheceram há muito tempo e de uma hora para outra acabaram se apaixonando. Era uma bela história de amor. Passaram meses e meses na felicidade mais suprema e imaginável. Comiam, dormiam, andavam, estudavam, trabalhavam juntos, pelo bem do ano mais feliz de suas vidas. Eles não sabiam qual era, só que estava próximo.
A vida foi pregando peças, jogando obstáculos e tentando fazer com que a magia toda acabasse. Duas ou três vezes saíram do rumo. Brigaram feio. A ausência de um ou de outro fez com que a coisa desandasse.
Mas quando se encontravam, tudo mudava.
O sangue ficava mais vermelho e o sol amarelo brilhante.
Enfim, o ano mais importante chegou. Ela engrenou na vida.
Ela queria levar seu amado pra fora, para longe. Para o Mundo.
Ele negaceou. Pensou, repensou e pensou de novo.
Acabou sendo convencido por seu grande amor.
- OK. Vamos. Eu vou junto. Quero ver o Mundo novamente. O Mundo só nosso.
Prepararam uma surpresa para suas famílias. No mês de outubro anunciaram que iam casar. Ele ia continuar sua vida noutro lugar até conseguir andar com as próprias pernas. Enquanto isso Ela aguentaria as pontas. Por amor, por amar. Então veio o limbo. O espaço entre o noivado e o casamento foi preenchido com o vazio.
Ela foi para longe treinar. Ele ficou esperando. Tudo era esperado: a saudade, o ciúme, o não-sexo. Eles se propuseram a passar por isso e depois seguir adiante.
Tudo ia bem até certo ponto. Ela conheceu pessoas novas, começou a ganhar bastante dinheiro e foi levando com a barriga. Mudou pra uma casa só dela, da irmã e da melhor amiga. Era o que o amor precisava para morrer. Ela mudou de amor. Passou a amar as amigas, os bares, o seu carro novo.
Um dia ela apareceu de surpresa e disse adeus. Praticamente na porta da igreja.

Ao analisar a campanha do Inter no Brasileirão 2009 lembrei dessa história.

Crônica massa do David Coimbra

Uma mulher dormindo no fusca

Uma mulher acabou com a nossa turma, uma vez. Éramos amigos de infância, saíamos todas as semanas, tínhamos um time de futsal. Bom time, bem entrosado, custava a perder. Afinal, nos conhecíamos desde os tempos do gude, do boco, do polícia-ladrão. Aos sábados, íamos jogar bola nas quadras do Dom Bosco, depois tomávamos Faixa Azul no armazém do Seu Zequinha, bem ali onde hoje é a borracharia do Brazinha, e só mais tarde é que íamos para a esbórnia.

Era sempre assim, e era bom.

Mas um dia um dos amigos começou a namorar com aquela mina. Não era bonita, mas também não era feia. Não era magra, tampouco gorda. Nem alta, nem baixa. Em tudo tratava-se de uma média.

Primeiro, ela passou a frequentar a última etapa do sábado, a finaleira, os bares da boemia. Era divertida, bebia bem, entrosou-se facilmente com o pessoal. Passadas algumas semanas, ela apareceu no fim do jogo e desceu conosco o morro do Alim Pedro até a sordidez do armazém do Seu Zequinha.

No princípio achamos estranho: bebíamos suados, de calção e camisa de time, esparramados nas cadeirinhas de metal, e só falávamos das nossas façanhas no jogo que havia terminado e das que planejávamos para a noite que ia começar. Aos poucos, porém, fomos nos acostumando com a presença dela, até porque ela parecia não se escandalizar com nenhuma das escatologias que dizíamos e ria das nossas piadas.

Uma tarde, enfim, ela chegou ao Dom Bosco num Fusca, o nosso amigo ao lado. Alguém brincou:

— Reforço pro time?

Ela riu:

— Só vou assistir.

Não assistiu. Ficou no Fusca, dormindo. Nos outros sábados, a mesma coisa. Ela chegava com o nosso amigo e não saía do Fusca. O Fusca permanecia estacionado à margem da quadra, ela no banco da frente, a cabeça jogada para trás, a nuca apoiada no encosto, a boca aberta, roncando. Por que ficava dormindo naquele Fusca? Tinha algum propósito premeditado? Sabia o que estava fazendo?

Decerto que sabia, porque a cada sábado o nosso amigo parecia mais constrangido. Só que, curiosamente, não se constrangia com ela; constrangia-se conosco. E, em vez de pedir que ela não fosse mais assistir aos jogos, desistiu ele de ir. Perdemos um eficiente ala pela direita.

Eles continuaram frequentando a turma nos bares da noite, só que ela aparecia sempre de mau humor, seu estado de espírito influenciava todo mundo, a mesa ficava tensa, as madrugadas terminavam em discussão. A turma se desfez. O time se desfez. Por causa de uma mulher.

As mulheres são assim, ou pelo menos algumas delas: se realizam quando conseguem fazer um homem desistir do que lhe é mais caro. É um troféu para elas. Uma realização. Uma prova do quanto elas são importantes.

Uma mulher acabou com os Beatles; uma mulher, ao acabar com Mike Tyson, acabou com o boxe internacional; uma acabou com a nossa turma; e agora outra está acabando com o golfe, ao acabar com o Tiger Woods. Cristo, por que as mulheres são assim???

*Publicado na Zero Hora de 16 de dezembro de 2009


Preciso de férias



Preciso de férias
Dessa dolorosa lembrança
De não ter ideias
Da enternidade da esperança

13.12.09

Adeus ano do mal

Os cachorrinhos que moram em apartamentos são felizes. Eles comem, bebem, ganham carinho dos donos. Não têm problemas. Não sabem que foram privados de viver uma vida em meio a Natureza. Grama, sol, mosca, passarinho. Eles simplesmente estão lá. Dormindo, comendo e latindo pra quem passa em frente a porta.

Eu gostaria muito de ter sido um cachorrinho de apartamento. Peludinho, cheiroso e babão. Não gostaria de ter sido apresentado à felicidade de poder voar, de amar, ser amado e fazer planos eternos. Uma igreja caiu sobre mim, um avião arrancou meu medo de altura e uma espada me feriu mortalmente o coração. Fui grande, dei grandes passos adiante. Fui pequeno e fraco ao ponto de caminhar o dobro de volta. Não aguentei. Não me aguentaram. Foram fracos, covardes e egoístas comigo. Foram incompetentes tanto quanto eu. Mas eu estava só no começo. No começo do começo.

Vai, dois mil e nove, e leva contigo todo esse terror que causaste na minha vida. E na vida de tantos outros que nem posso contar.

Vem, dois mil e dez.
Que sejas bom e construtivo desde teu primeiro segundo.

Eu mereço. E tantos outros que nem posso contar.

31.10.09

Correria dá nisso

Quem salvou quem você só descobre depois que lê.. hehe

27.10.09

Fotoleg sobre a convocação da Seleção Brasileira

Isso faz parte da minha auto alfabetização em Photoshop
InDesign e Photosho são ótimos companheiros
Fazem esquecer as injustiças que a vida nos esfrega na cara

5.10.09

Quero ser o técnico do Inter. Mas tenho sugestões!

A demissão tardia do Tite, depois de o Muricy ter se oferecido pra treinar o Inter, agora que o campeonato está nas mãos do Palmeiras.

Depois de tudo isso... acho que o Internacional poderia me dar a chance de estrear como técnico de futebol. Afinal, já acabou tudo mesmo. Estou cobrando R$ 1.200,00 de salário.
Dá até pra dar uma folgada no orçamento.

Mas já aviso que:
Alecsandro,
Taison,
Kléber,
Bolivar,
Índio,
D'Alessandro
Guiñazu
vão direto pro banco de reservas quando eu assumir.

Aguardo contato da direção por e-mail - não vou me sentir ofendido, ou menos homem, ou menos colorado por tratar da negociação por e-mail - para assinar o contrato.
Mas não demorem, senão, vou assinar com o Goiás.

Se o eterno (p)residente Fernando Carvalho não gostar do meu perfil vencedor (no colégio fui sempre campeão dos torneios, depois de velho comecei a fumar e não ganhei muita coisa nos torneios que disputei depois disso, mas sempre deixo meu golzinho), pode efetivar o Clemer como técnico "tapa-furo". Afinal ele está no Beira-Rio ganhando uma banana de pré-aposentadoria. Botem ele no "fedor".

Mas, se não for possível, poderia ser o PS Carpegiani.
Pela identificação. Mas ele quase nada como técnico.

Mas, se não for possível, tentem o Dunga.
Afinal ele é o técnico mais efetivo que já passou pela Seleção Brasileira.
Conseguiu classificar a amarelinha pra duas Copas seguidas.
E antes de terminarem as Eliminatórias.

Mas, se não for possível, poderiam tentar convencer o Muricy de treinar o Inter e o Palmeiras. Afinal, acontece de tudo no futebol brasileiro.
O Inter adora inventar onda.
Essa poderia ser uma solução moderna para a decadente campanha dos c(s)em anos.

Mas, se não for possível, poderia ser o Luxemburgo.
Afinal ele já ganhou uns cinco Brasileiros. Nenhum com time gaúcho. Pode ser que ele traga a máfia do futebol para o RS e as coisas comecem a andar por aqui.
Daí ele traz alguns craques amigos dele pra sugar um pouco da grana daqui, manda uns jogadores daqui pra sugar a grana de lá.
E a gente fica feliz com o tetra.

Mas, se não for possível...

30.8.09

Teatro Mágico

Eu sempre gosto de estudar bandas.

Pego disco, dvd e o caralho que existir.
Youtube é bom pra ver as bandas perdidas pelo mundo. OU pelo Brasil mesmo.

Achei o dvd do Teatro Mágico.
Sei lá... é meio POP... ou não.
Sei que eu fico um pouco emocionado com as músicas... tipo: Ana eo mar.. mar e anaaaaaaaaaaaaa... estórias que nos contam na cama.. antes da gente dormir...

Ou mesmo uma música que fala de identidade, cumplicidade e reencontro... como Pratododia... "Mas assim como veio acabou.. e quando eu penso em você, choro café e você chora leite"...

É especial.. diferente... faz pensar.

O show dos caras é fantastico...

Ando emotivo "pracacete"..

Sem poder abraçar meu amor.. abraço o som desses caras...

Viva o Teatro Mágico.. parabéns pelo trabalho.. longa vida...

Por que eu não sei mais fazer poesia?

Sei lá

Parece que mundo virou do avesso

Perece que meu endereço

Mudou pro endereço do outro poeta

E o outro poeta é um cara mas esperto que eu

Nâo sei se mais esperto

Mas mais decidido que eu

Pois escrevo hoje

Sobre o que não aconteceu

E se não aconteceu não é

É fado

Conto

História

Quem sabe Estória

O peixe não nada contra a manada

A vírgula não para a indiada

Nem a cerveja é gelada

Pra um poeta imbecil que esqueceu como se escreve um poema gentil

15.8.09

Super concordância e vocabulário


Isso é o que dá deixar pessoas sem diploma fazerem as coisas.

5.8.09

Sobre Fernandão



Fernandão é um dos meus maiores ídolos.
Por conta dele e de mais alguns apêndices senti o orgulho de ser campeão. Em sua defesa, tive severas discussões nas mesas de bar.

Fernandão atingiu o máximo de sua carreira no Internacional. Foi campeão brasileiro (aquela história de 2005... que deram de presente pro Corinthians), da Libertadores, do Mundial Interclubes e outros campeonatos de menor valor. Mas foram tantos que me acostumei a ganhar. Hoje comemoro a conquista de uma copa no Japão. Não com fogos de artifício, e, sim, com saudosismo daquele tempo em que o capitão cabeludo levantou tantas taças e a principal do futebol.



O futebol de Fernandão foi perdendo o brilho com o passar do tempo. Talvez por eu ter podido escrever o parágrafo anterior. O Inter ficou pequeno pra ele. Ali ele já tinha feito de tudo. Perdeu espaço e se foi pras arábias juntar uns muitos petrodólares para engordar ainda mais sua conta bancária. Lá seguiu campeão. Levantou o caneco do Qatar que não pode levantar no Brasil. Mas o título e a grana não foram suficientes para suprir o hiato entre Fernandão e Internacional. Ele quis voltar. Ele disse que queria voltar. Ele voltou.



Talvez Fernandão não tenha pensado bem em tudo que envolveu sua saída. As circunstâncias desfavoráveis que suas fracas atuações (junto com a equipe toda) criaram. Ele deveria ter ficado no Qatar até conseguir um maior destaque no mundo do futebol. Deveria ter tentado o bi e algum título de maior expressão. Aí sim, depois disso, voltar ao Inter em alto nível, com as portas escancaradas. O eterno capitão foi apressado.

O fim é que ele voltou ao Brasil para sua origem: o Goiás. E isso pode fazer renascer um novo Fernandão. Junto com seu fiel escudeiro Iarley pode conseguir algo muito bom nesse Brasileirão. O Goiás é um bom time, vai brigar na parte de cima da tabela. Desejo toda a boa sorte ao meu (e de toda a torcida colorada) grande capitão Fernandão.

27.7.09

Dois errinhos no Globo.com

A não ser que 'americanos' seja uma pessoa só para delirar com um Gaúcho - que fez o quê? -, o verbo delirar está mal conjugado.
E tu lê a notícia e não tem nada de futebol.
Os americanos deliravam com os acenos do jogador ex-atleta do Milan.

Cielo é um nadador, não um piloto.
Depois que li a manchete, pensei duas coisas:
o Brasil ficou em segundo lugar e o Phelps tinha sido sabotado antes da prova.
Se escrevessem "Cielo vence Phelps" chamaria bastante a atenção... pra quê transformar o cara em um automóvel? E outra: ele não venceu... era revesamento e o Brasil ficou em 4º. Nada de notícia aí.

Domingo/Segunda de madrugada é um tempo/espaço muito chato. Não tem o que ver na TV, as notícias ficam estanques nos portais e eu não tenho sono. Daí fico achando defeito nas coisas dos outros. Mas na verdade, só postei esses erros porque estavam um em cima do outro e não dá pra comentar lá no site. Um erro de gramática e outro de redação jornalística ou seja lá como é chamada uma manchete mal feita.

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Cacete!
Que loucura o que aconteceu com o Felipe Massa.
Perdeu umas 5 vidas nessa história.
Imagina se aquele negócio tá um pouco mais pro lado e dá direto no olho.
Deuzulívre!
Eu adoro Fórmula 1. Acompanho direto. Fiquei bem atucanado.
Agora, até o Massa falar, ou aparecer para a imprensa, vai ser essa overdose de flashs ao vivo, matérias, Galvão Bueno, a coitada da repórter que não deve ter dormido ainda desde o acidente e todo o blablabla global.

Espero que tudo fique bem e ele possa ser campeão no ano que vem.
Força Felipe!

26.7.09

A RITA que eu não LEEa há tempos

Fazia tempo que eu não ouvia Rita Lee... hoje de tarde assisti ao acústico gravado em 1998.
Destaque para as inéditas, M TE VÊ e O Gosto do Azedo.

23.7.09

Alice no país das Maravilhas

Quero muito ver esse filme.
05 de março de 2010.
o Burton é f***.

Aconselho que se leia o livro antes.
Depois a gente abre aquela velha discussão: livro ou filme?

Literatura de vestiário

Adenor é técnico de futebol. Técnico que treina, escala, conversa. Já trabalhou em muitos times. Obteve mais sucessos que avessos. Já levantou taças importantes, desceu pro andar de baixo uma vez. Superou. Mas isso não foi só culpa dele. Acho que a culpa dele foi mínima nesse fracasso.
Adenor nasceu no Rio Grande do Sul. Terra de dois donos. Dois times de futebol que tem uma rivalidade que transpõe qualquer limite social e imaginário.
Esse duelo acaba de completar um século de perrengues monstruosos.
Lutas feias, bonitas, limpas, sujas.
Eis que nosso técnico já trabalhou nas duas casas.
Na verdade ainda trabalha em uma das equipes.
Foi muito bem na outra e adquiriu uma identidade com a mesma.
Mas, por fim, foi contratado pelo rival.
O senhor Adenor Bacchi foi chamado para comandar o Sport Club Internacional de Porto Alegre no ano de seu centenário. Começou bem no ano anterior. Conseguiu afastar a coloração azul que refletia.
Foi campeão de um torneio internacional de segundo escalão e, com esse título, seguiu adiante em seu trabalho.

O duelo entre os dois maiores times do RS aconteceu como elemento de celebração dos cem anos de rusgas.

Adenor e seutime de estrelas vinham de dois fracassos consecutivos em duas finais de campeonatos.
Preparou a equipe durante a semana ganhou uma partida de importancia inferior e foi para o tal gre-Nal do centenário.
Entrou no vestiário e começou a conversar com seus comandados. "A gente tem que repetir aquela partida de 1909", dizia, "vamos jogar como se fossemos amadores".

E foi assim que a equipe se preparou.
O atacante rápido e arredio ficou sem posição no time.
Parecia um cachorro cego em noite de Ano Novo.
O outro chorava a solidão em um imenso descampado verde.
O zagueiro/lateral/pustiço não defendia e nem apoiava... bem como acontece quando tu ainda não sabe bem o que realmente quer ser na vida.
O gringo maluco e brigão seguia da mesma maneira.
Serve de jogador coringa do time adversário.
Pega a bola, dá uma giradinha, faz uma careta e entrega a bola pro concorrente do outro time.
O magro, alto do meio campo tirou o dia pra competir entre as lesmas e minhocas habitantes do gramado do clube da Azenha.
E o pior: perdeu.
Cansaria o leitor se eu ficasse descrevendo um por um os jogadores predispostos a perder o jogo centenário assim como foi o primeiro.
E para a surpresa de Adenor, o seu time saiu na frente no placar. Isso era inadmissível.
No vestiário ele brigou com seus atletas. "Não pode ganhar esse jogo. Parem de jogar!"
E na volta para o último tempo da partida o time vermelho entregou a rapadura para o de azul e perdeu o jogo mais importante do ano.

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Tem coisa estranha no Inter. E as coisas estranhas sempre acabam quando muda o técnico.
Tinha o Muricy sobrando no mercado. Agora não tem mais.
Então, eu volto a frisar: acabou o ano do centenário.

Mas, lá no fundo, eu quero no fim do ano escrever aqui que estava redondamente enganado.

21.7.09

Happy Together

Tive que postar esse som

Ouro Preto e Mariana - MG

Ouro, ouro, ouro, muuuuito ouro.

Como eu havia postado, aqui vai o "diário de bordo" (by Miti) da minha visita a Ouro Preto e Mariana. Desta vez acompanhado da Andressa.

Essas duas cidades foram as primeiras capitais do estado de Minas Gerais. Primeiro Mariana e depois Ouro Preto. T
udo em função do ouro e do ferro encontrado por lá nos tempo do Brasil Colônia.

Mariana recebeu esse nome por Dom João V em homenagem à sua esposa Maria Anna de Áustria.
A cidade de Vila Rica recebeu o nome Ouro Preto 1823, e se refere ao ouro encontrado na região sempre encrustado no minério de ferro que dá uma coloração escura ao mineral encontrado.

Pra quem gosta de história do Brasil e curte uma velharia, é um ótimo passeio. Mas tem que ter tempo. Não dá pra ir de excursão, um dia só, ainda mais com um guia que sabe a história decor e desanda a falar, dentro das igrejas, sobre barroco.

As cidades são muito parecidas.
São tombadas como patrimônios históricos e não se pode construir prédios ou até casas para não descaracterizar.
Mas não é só issso que não pode.
Lá não pode muita coisa.


Não pode entrar de ônibus na cidade.
Mariana é apertadinha. Não tem como.
O passeio é a pé mesmo.
Não pode tirar fotografia dentro das igrejas e museus.
Fica difícil mostrar as cosias sem fotografia.
Isso foi a única coisa que eu não gostei.

Em Ouro Preto os ônibus são estacionados na rodoviária. Imagina: a cidade e um queijo suíço por baixo.. se todo o ônibus de excursão andar pela cidade, afunda tudo.

Mas é tudo muito bonito.. as casinhas coladas umas nas outras, as praças com coretos e bancos bonitinhos... rua de paralelepípedo.. muito legal.

Ficamos uma hora só em Mariana, almoçamaos em um restaurante de comida típica mineira. Me esbaldei no feijão. Depois fomos pra Ouro Preto.

"Como tem joealheria aqui!", diz a Andressa. Sim, muitas. Em Mariana vimos uma pessoa no rio tentando encontrar ouro.
Não dá pra esperar outra coisa de uma cidade mineradora que extrai pedras preciosas.
Tem uma joalheria a cada 20 metros em Ouro Preto.


Como boêmio que sou, senti falta de bares pra tomar uma cervejinha.
Pelomenos ali onde estávamos andando.

Como eu disse antes.. tem que ir e ficar um fim de semana inteiro pra conhecer tudo, desfrutar as belas paisagens e tomar um choppinho.
Comi pão de queijo original... hehehe... muito bom.

E não tomei a tal cachaça. Por um motivosimples: não gosto de cachaça.
Mas trouxe uma garrafa na bagagem.

18.7.09

A Amy merce estar sempre por aqui

Dessa vez saudável e sem loucuras

Elvis, Baby what you want me to do

Sexta... cerveja (quente)... insônia...

Graças aos hiperlinks, a notícia da morte do lendário jornalista americano Walter Cronkite me levou a ler sobre o verdadeiro rei de alguma coisa nesse mundo: Elvis Presley.

Da morte do velhote, eu cheguei na morte do Kennedy, depois, do Lennon e, dele, cheguei no Elvis.
Essa curiosidade maluca que eu tenho (e muitos têm) de querer saber sobre a morte dos outros.

Nesses tempos de adeus ao Maicol Diécson, isso fica evidente.

Eu, que nunca tinha lido muita coisa sobre o Elvis, acionei o wikipedia.
Sempre me contentei com a música... não tem como não colar o ouvido na caixa de som.

Eu tenho - na verdade, minha mãe - um DVD do Elvis.
Sei lá porque só vi umas duas ou três vezes;
Sei lá porque não tenho uma camiseta escrito "Elvis" (aceito presentes).

Mas o YouTube é foda.
Lá eu vi grandes momentos do "The Pelvis".

E achei uma parte do show que tenho em casa, uma das músicas que eu mais gosto.

Presentearlos-ei com esse som e com o grande ELVIS cantando e tocando.