27.7.09

Dois errinhos no Globo.com

A não ser que 'americanos' seja uma pessoa só para delirar com um Gaúcho - que fez o quê? -, o verbo delirar está mal conjugado.
E tu lê a notícia e não tem nada de futebol.
Os americanos deliravam com os acenos do jogador ex-atleta do Milan.

Cielo é um nadador, não um piloto.
Depois que li a manchete, pensei duas coisas:
o Brasil ficou em segundo lugar e o Phelps tinha sido sabotado antes da prova.
Se escrevessem "Cielo vence Phelps" chamaria bastante a atenção... pra quê transformar o cara em um automóvel? E outra: ele não venceu... era revesamento e o Brasil ficou em 4º. Nada de notícia aí.

Domingo/Segunda de madrugada é um tempo/espaço muito chato. Não tem o que ver na TV, as notícias ficam estanques nos portais e eu não tenho sono. Daí fico achando defeito nas coisas dos outros. Mas na verdade, só postei esses erros porque estavam um em cima do outro e não dá pra comentar lá no site. Um erro de gramática e outro de redação jornalística ou seja lá como é chamada uma manchete mal feita.

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Cacete!
Que loucura o que aconteceu com o Felipe Massa.
Perdeu umas 5 vidas nessa história.
Imagina se aquele negócio tá um pouco mais pro lado e dá direto no olho.
Deuzulívre!
Eu adoro Fórmula 1. Acompanho direto. Fiquei bem atucanado.
Agora, até o Massa falar, ou aparecer para a imprensa, vai ser essa overdose de flashs ao vivo, matérias, Galvão Bueno, a coitada da repórter que não deve ter dormido ainda desde o acidente e todo o blablabla global.

Espero que tudo fique bem e ele possa ser campeão no ano que vem.
Força Felipe!

26.7.09

A RITA que eu não LEEa há tempos

Fazia tempo que eu não ouvia Rita Lee... hoje de tarde assisti ao acústico gravado em 1998.
Destaque para as inéditas, M TE VÊ e O Gosto do Azedo.

23.7.09

Alice no país das Maravilhas

Quero muito ver esse filme.
05 de março de 2010.
o Burton é f***.

Aconselho que se leia o livro antes.
Depois a gente abre aquela velha discussão: livro ou filme?

Literatura de vestiário

Adenor é técnico de futebol. Técnico que treina, escala, conversa. Já trabalhou em muitos times. Obteve mais sucessos que avessos. Já levantou taças importantes, desceu pro andar de baixo uma vez. Superou. Mas isso não foi só culpa dele. Acho que a culpa dele foi mínima nesse fracasso.
Adenor nasceu no Rio Grande do Sul. Terra de dois donos. Dois times de futebol que tem uma rivalidade que transpõe qualquer limite social e imaginário.
Esse duelo acaba de completar um século de perrengues monstruosos.
Lutas feias, bonitas, limpas, sujas.
Eis que nosso técnico já trabalhou nas duas casas.
Na verdade ainda trabalha em uma das equipes.
Foi muito bem na outra e adquiriu uma identidade com a mesma.
Mas, por fim, foi contratado pelo rival.
O senhor Adenor Bacchi foi chamado para comandar o Sport Club Internacional de Porto Alegre no ano de seu centenário. Começou bem no ano anterior. Conseguiu afastar a coloração azul que refletia.
Foi campeão de um torneio internacional de segundo escalão e, com esse título, seguiu adiante em seu trabalho.

O duelo entre os dois maiores times do RS aconteceu como elemento de celebração dos cem anos de rusgas.

Adenor e seutime de estrelas vinham de dois fracassos consecutivos em duas finais de campeonatos.
Preparou a equipe durante a semana ganhou uma partida de importancia inferior e foi para o tal gre-Nal do centenário.
Entrou no vestiário e começou a conversar com seus comandados. "A gente tem que repetir aquela partida de 1909", dizia, "vamos jogar como se fossemos amadores".

E foi assim que a equipe se preparou.
O atacante rápido e arredio ficou sem posição no time.
Parecia um cachorro cego em noite de Ano Novo.
O outro chorava a solidão em um imenso descampado verde.
O zagueiro/lateral/pustiço não defendia e nem apoiava... bem como acontece quando tu ainda não sabe bem o que realmente quer ser na vida.
O gringo maluco e brigão seguia da mesma maneira.
Serve de jogador coringa do time adversário.
Pega a bola, dá uma giradinha, faz uma careta e entrega a bola pro concorrente do outro time.
O magro, alto do meio campo tirou o dia pra competir entre as lesmas e minhocas habitantes do gramado do clube da Azenha.
E o pior: perdeu.
Cansaria o leitor se eu ficasse descrevendo um por um os jogadores predispostos a perder o jogo centenário assim como foi o primeiro.
E para a surpresa de Adenor, o seu time saiu na frente no placar. Isso era inadmissível.
No vestiário ele brigou com seus atletas. "Não pode ganhar esse jogo. Parem de jogar!"
E na volta para o último tempo da partida o time vermelho entregou a rapadura para o de azul e perdeu o jogo mais importante do ano.

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Tem coisa estranha no Inter. E as coisas estranhas sempre acabam quando muda o técnico.
Tinha o Muricy sobrando no mercado. Agora não tem mais.
Então, eu volto a frisar: acabou o ano do centenário.

Mas, lá no fundo, eu quero no fim do ano escrever aqui que estava redondamente enganado.

21.7.09

Happy Together

Tive que postar esse som

Ouro Preto e Mariana - MG

Ouro, ouro, ouro, muuuuito ouro.

Como eu havia postado, aqui vai o "diário de bordo" (by Miti) da minha visita a Ouro Preto e Mariana. Desta vez acompanhado da Andressa.

Essas duas cidades foram as primeiras capitais do estado de Minas Gerais. Primeiro Mariana e depois Ouro Preto. T
udo em função do ouro e do ferro encontrado por lá nos tempo do Brasil Colônia.

Mariana recebeu esse nome por Dom João V em homenagem à sua esposa Maria Anna de Áustria.
A cidade de Vila Rica recebeu o nome Ouro Preto 1823, e se refere ao ouro encontrado na região sempre encrustado no minério de ferro que dá uma coloração escura ao mineral encontrado.

Pra quem gosta de história do Brasil e curte uma velharia, é um ótimo passeio. Mas tem que ter tempo. Não dá pra ir de excursão, um dia só, ainda mais com um guia que sabe a história decor e desanda a falar, dentro das igrejas, sobre barroco.

As cidades são muito parecidas.
São tombadas como patrimônios históricos e não se pode construir prédios ou até casas para não descaracterizar.
Mas não é só issso que não pode.
Lá não pode muita coisa.


Não pode entrar de ônibus na cidade.
Mariana é apertadinha. Não tem como.
O passeio é a pé mesmo.
Não pode tirar fotografia dentro das igrejas e museus.
Fica difícil mostrar as cosias sem fotografia.
Isso foi a única coisa que eu não gostei.

Em Ouro Preto os ônibus são estacionados na rodoviária. Imagina: a cidade e um queijo suíço por baixo.. se todo o ônibus de excursão andar pela cidade, afunda tudo.

Mas é tudo muito bonito.. as casinhas coladas umas nas outras, as praças com coretos e bancos bonitinhos... rua de paralelepípedo.. muito legal.

Ficamos uma hora só em Mariana, almoçamaos em um restaurante de comida típica mineira. Me esbaldei no feijão. Depois fomos pra Ouro Preto.

"Como tem joealheria aqui!", diz a Andressa. Sim, muitas. Em Mariana vimos uma pessoa no rio tentando encontrar ouro.
Não dá pra esperar outra coisa de uma cidade mineradora que extrai pedras preciosas.
Tem uma joalheria a cada 20 metros em Ouro Preto.


Como boêmio que sou, senti falta de bares pra tomar uma cervejinha.
Pelomenos ali onde estávamos andando.

Como eu disse antes.. tem que ir e ficar um fim de semana inteiro pra conhecer tudo, desfrutar as belas paisagens e tomar um choppinho.
Comi pão de queijo original... hehehe... muito bom.

E não tomei a tal cachaça. Por um motivosimples: não gosto de cachaça.
Mas trouxe uma garrafa na bagagem.

18.7.09

A Amy merce estar sempre por aqui

Dessa vez saudável e sem loucuras

Elvis, Baby what you want me to do

Sexta... cerveja (quente)... insônia...

Graças aos hiperlinks, a notícia da morte do lendário jornalista americano Walter Cronkite me levou a ler sobre o verdadeiro rei de alguma coisa nesse mundo: Elvis Presley.

Da morte do velhote, eu cheguei na morte do Kennedy, depois, do Lennon e, dele, cheguei no Elvis.
Essa curiosidade maluca que eu tenho (e muitos têm) de querer saber sobre a morte dos outros.

Nesses tempos de adeus ao Maicol Diécson, isso fica evidente.

Eu, que nunca tinha lido muita coisa sobre o Elvis, acionei o wikipedia.
Sempre me contentei com a música... não tem como não colar o ouvido na caixa de som.

Eu tenho - na verdade, minha mãe - um DVD do Elvis.
Sei lá porque só vi umas duas ou três vezes;
Sei lá porque não tenho uma camiseta escrito "Elvis" (aceito presentes).

Mas o YouTube é foda.
Lá eu vi grandes momentos do "The Pelvis".

E achei uma parte do show que tenho em casa, uma das músicas que eu mais gosto.

Presentearlos-ei com esse som e com o grande ELVIS cantando e tocando.



17.7.09

Turista Solitário II

Justificar
Essa coisa de andar sozinho por um lugar desconhecido leva os bocabertas - como eu - a andar o dobro do caminho pra chegar em certos lugares.

Desde que me hospedei nesse hotel, vou ao mercado comprar pão frances (não se atreva a dizer cacetinho aqui).. na verdade nem precisa falar... é só entrar no mercado, pegar o pão, botar no saquinho e passar no caixa.. sem essa de "me vê oito cacetinhos".
Mas voltando ao assunto, eu passo nessa esquina todos os dias, entre a Av. Santa Rosa e a Av. Antônio Carlos (Jobim? creio que não). E aquela placa, que só falta piscar ao lado da sinaleira, sempre esteve ali. E apartir dali faltam umas três quadras para a Lagoa da Pampulha.
Não sei se andei o dobro, o triplo ou mais... menos não.

O fato é que voltei à Lagoa da Pampulha um pouco mais "benhumorado" e não vi só porcaria jogada na água. Acho que hoje vou falar como um turista comum que vai aos pontos comuns.

Logo que entrei na avenida que contorna a lagoa, veio a tal Casa do Baile.


A Casa do Baile foi projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 1943. Nela funcionava um restaurante com opção dos casais dançarem.

"Miniflashback fictício: imagina aquela filmagem p&b com barulhinho e um Jazz, uma valsinha, sei lá, terno, chapéu, charuto, champanha etc."

É um lugar pequeno, mas acredito que deve ter sido bem aproveitado para a função a qual ele foi construído. A utilidade, hoje, é hospedar exposições (não tinha nenhuma).. fica bem ali é uma sala circular... vale a pena passar ali. O nome e a arquitetura dão um ar de passado.. para aqueles que gostariam de ter vinte anos pelo menos uma vez em cada década da história do Brasil, é ótimo.

Quase tudo na volta da Lagoa foi projetado pelo Niemeyer... essas obras serviram de inspiração para os projetos de Brasília... quando a Casa, a Igreja São Francisco de Assis, Museu (que era cassino), Iate Clube, foram construídos o prefeito de BH era o JK.
As obras formam o Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

Mas andando mais um pouco cruzei com essa fi-gu-ra.


Era dia da final (trágica) da Libertadores da América. Aquela zona - próxima ao Mineirão - estava uma loucura de carros com bandeiras, buzinas, foguetes e pessoas andando e gritando (pena que perderam... ¬¬).
Mas o figuraça todo caracterizado, com a bicicleta toda enfeitada, era tímido.
Não quis dizer o nome nem posar pra foto... seguiu ali, cortando as unhas.
A única coisa que ele disse foi: é do sul, ?
Respondi que sim e puxei um assunto, mas ele não era muito de papo.
Nervosismo, talvez, com razão, prevendo o desastre.


De longe dá pra ver a Igreja São Francisco de Assis. Não é uma super igreja. Digo em tamanho. E na verdade, nem acho que parece uma. A gente é acostumado a esperar torres, sinos e vitrais. Niemeyer se contentou em uma cruz de metal um pouco mais alta que dois karekas empuleirados e fez aquela torre (o que eu achei mais legal) em que o cara tem que olhar com muita fé pra enxergar um sino lá em cima. No lugar dos vitrais tem a arte de Portinari nos fundos da igreja... esse "detalhe" valoriza bastante a construção.
Legal de ir.. com sol fica bonito... bem azul e a sombra da torre sobre igreja é interessante (eu achei, ok?).

Em frente à igreja pedi que um cara tirasse uma foto minha. Ele foi simpático (o bocaberta aqui esqueceu o nome ¬¬), era morador de BH e gostava de tirar fotos e estudava medicina. Disse que a igreja era o mais interessante na volta da lagoa. E por ele, eu descobri que a "voltadalagoa" tem 18 km de extensão.

E ali, eu decidi que não seguiria adiante.

Não me senti ameaçado em NENHUM MOMENTO. Eu circulei por essa área com a máquina na mão e não cruzei com nenhum pivete ou algo que a ameaçasse a integridade física da minha máquina. Bastante polícia e pessoas andando de bicicleta ou correndo em volta. (Será que os pivetes estavam no Mineirão?)
E, se ali tem polícia, por que no Parque Municipal não tem?

No caminho de volta, tirei mais umas fotos(Orkut). E registrei a poluição e a pesca (que é proibida por diversas placas na Lagoa)

Abaixo estão alguns flagrantes.


Peço desculpas aos arquitetos de plantão. Não tenho a mínima noção teórica e prática da coisa mais básica de arquitetura. A não ser meus castelos de areia na praia. Então relevem qualquer disparate que eu tenha escrito.

Sábado tem Ouro Preto e Mariana.
Ainda não tomei cachaça aqui.
(mania de twitter... blé!)

¬¬

14.7.09

Turista Solitário

Me encontro em Belo Horizonzte.

Férias. Vim visitar a Andressa.
Só que ela fica o dia todo no CIAAR e eu dou uma de turista solitário.

BH tem algumas coisas estranhas, ou fora do meu costume interiorano.
É uma cidade gigante, tem muita gente e tudo é longe.
Já fui a Porto Alegre e vaguei pelas ruas. Mas é muito diferente.

Aqui é tudo muito grande e velho.
Tudo bem que seja velho, mas que seja restaurado.
Vi algumas obras nesse sentido.

As praças são bonitas, amplas e com bancos. Poucas lixeiras.
Nelas há todos tipo de transeunte: turista, violeiro, babás e seus bebês, mendigo, marginal, policial e cachorro, muito cachorro.
Me impressiona a quantidade de cachorro em BH. Poucos de rua; mas MUITA gente passeando com seus cuscos.

O Parque Municipal tem tudo pra ser um 'baita' lugar pra passar o domingo tomando mate.
Mas tem muita gente querendo assaltar, pedindo dinheiro e pouca polícia.
E o parque merecia uma limpeza, uma pinturinha, até uma podada.
Mas é muito bonito.



Hoje andei, andei, andeeeeeei até encontraaaaaaaaaaar o Mineirão e a Lagoa da Pampulha.
Meu mapa é meio desproporcional. Deu meia hora de caminhada.
Mas é legal andar por uma cidade onde ninguém te conhece. Ficam olhando minha barba (ela tá bem grande). Só pode ser pela barba... não há outro motivo.

O Mineirão é como o Maracanã ou o Beira-Rio por fora... sem graça.


Não pude ir às arquibancadas ver por dentro.



Mas entrei num tipo de exposição da Conmebol com os campeões da Libertadores.
A taça oficial estava exposta, tinha painéis com todos os clubes campeões e altas multimídias.


Tirei umas fotos e fui ver a tal Lagoa da Pampulha.

De longe é tri de ver um negócio cheio de água no meio da cidade.
É bonito... todo rodeado de árvores, pessoas rodeando no cooper, velhinhas fofocando nos bancos, uns seres mal encarados rondando.


O problema é quando tu chega na beira e vê as garrafas plásticas, os sacos plásticos, os sacos de salgadinhos, tocos de cigarro, latas de Coca-Cola, latas de cerveja, os cocôs de cachorro etc tudo dentro ou na beira d'água.


Eu fiquei triste.
Tinha pessoas pobres pescando. De longe tive a esperança que eles estivessem limpando.
Mas eles pescavam mesmo.
Não sei que peixe mutante eles devem pescar e comer.
Isso me deixou triste.
Primeiro por ver um ponto turístico totalmente sujo e mal cuidado; segundo por ver pessoas tentando achar o que comer ali.


Enfim... amanhã vou lá denovo. Igreja, Museu, Zoológico e o que mais eu achar pelo caminho.

Mas é bom sair sozinho, interagir com pessoas, pedir informação, observar os costumes e a rotina de gente que mora num mundo beeeeeeeem diferente do meu.

Mas tem coisa boa.
Os bares.
Não fui em muitos.
Na verdade eu fui em um só até agora.
Chama Pop & Kid.
Tem música ao vivo das 13h até a meia noite.
Mesas na rua.
Nos intervalos, entre os tocadores e cantores, rola música daqui.

Clube da esquina, pra quem tá ligado.

Pensamos em ir em outro bar que tocava chorinho.
Não deu, tava lotado.
Chamava Tip Top.

Em Santa Maria tem um bar chamado Boemia.
Ele é decorado com fotos da Elis, do Vinícius, do Quintana.
Tematizado de boemia e seus boêmios clássicos.
E lá toca "chorameligaimplorameubeijodinovúúúúú blbalablabla".
Eles roubaram o nome de um bar temático em que se poderia fazer milagre na noite de Santa Maria.

E os bares aqui, com nomes feios e nada sugestivos, têm personalidade.

Afinal Tip Top é nome de bar com matiné para crianças dos 10 aos 14 anos tomarem guaraná e comer batatinha frita.

O clima aqui é legal. Parece praia.
Quente de dia, friozinho de noite.

Bermuda
e moleton.

Pessoas andando nas ruas a noite.

Essas são minhas impressões de Belo Horizonte.

Sábado vou a Ouro Preto e Mariana e depois dou meu parecer sobre as cidades.

Em breve posto mais fotos.