24.2.10

Travesseiro multifacetado

Ontem fui até a casa de um grande amigo para assistir à estreia do Inter na Libertadores 2010. Comprei algumas latas de Polar. Jantamos bife acebolado com arroz e alface. Uma beleza. Ele convidou a namorada - colorada, ele é gremista - e mais um amigo - também gremista - e assistimos ao jogo comentando os lances. Eu e Cynthia aflitos com o resultado adverso e os dois secadores tranquilos, achando o jogo o máximo. No fim das contas ficou tudo bem. O Inter venceu e assistimos um episódio de The Big Bang Theory e um de Friends. Ficamos ali olhando aqueles personagens engraçados e malucos e tentamos nos identificar neles. Ross e Sheldon foram os indicados para mim. Motivos óbvios.
Quando cheguei em casa - com algumas cervejas na cabeça - resolvi fazer duas torradas. E sempre que rolam conversas sobre mulheres e sentimentos eu lembro dela. E dessa vez, enquanto preparava as torradas, entre passar maionese e brigar para separar as fatias de queijo, fiquei culpando várias pessoas pela maior decepção e frustração amorosa da minha vida - eu já decretei que é a maior. Achei alguns. Quando as torradas ficaram prontas sentei os culpados em volta da mesa e - acho que estou ficando maluco - gritei com eles em voz alta e disse todos os motivos pelos quais estava os culpando. Devorei as duas torradas e liberei os réus. Fiquei mais tranquilo depois disso. Faria pessoalmente, com certeza.
Escovei os dentes, tirei a roupa e me joguei na cama. Abracei o travesseiro como se fosse ela. Acariciei o cabelo como fazia sempre, desci a mão - só com a ponta dos dedos - pelas costas e bati um papo legal. Falei dos filhos e de como fora meu dia de trabalho. Ela dormiu. Eu peguei no sono. Mas não dormi exatamente. Sabe aquele estágio que o cara viaja um pouco? É. E nesse estágio eu segui abraçado no travesseiro. Só que ele já era outra mulher. Outra mulher! E ela também já me abandonou nessa vida.
Olhei sério para o travesseiro, ele me encarou com naturalidade.
Eu sorri.
Lembrei do Ross e do Sheldon.
Abracei de novo e dormi.

22.2.10

A marca do paletó - Cap. 2

Sua expressão de raiva mudou completamente quando viu que tinha esbarrado em Marta. A sobrinha do senhor Lightman. A mulher mais bela da cidade.
- Mil perdões, senhor. Estava apressada para não perder a Carmella cantando. Manchou seu paletó.
- Não há o que se desculpar, madame. Eu estava distraído, olhando o bufê. Tenho outro paletó na cozinha.

Charles carregava um anel que ganhara de seu avô. Era o anel da sorte. Não fazia nada sem estar com o amuleto no bolso. Porém, nesse dia, tamanho era o nervosismo, trocou de paletó e esqueceu o anel no bolso.

- Clara! Clara! Sujou meu paletó. Passa um pano e tira a mancha! Obrigado.

Algum tempo depois, já com seu paletó reserva, Charles voltou ao salão e foi surpreendido por um convite inesperado.
Marta o chamou para ter uma conversa em particular no escritório do Sr. Lightman. Seguindo seus instintos e atração pela bela jovem, apenas a seguiu até a sala.

O escritório do Sr. Lightman parecia um pedaço da biblioteca de Alexandria, com livros raros e edições exclusivas. Cadeiras forradas com couro, almofadas com detalhes banhados a ouro, raríssimos pesos de papel e uma mesa gigantesca coberta de porta retratos com fotos dos momentos marcantes da vida política e familiar do ex-prefeito. Os tapetes persas e chineses são detalhes devidamente intrínsecos à decoração luxuosa.

- Em que posso ajudá-la madame?
- Por que viemos aqui?

To be Continued...

18.2.10

Eu ainda sou um lobisomem juvenil

Luz e sentido e palavra
Falta muito disso tudo para mim
O coração não pensa
Falta água e luz todos os dias
As torcidas já não gritam mais, apenas resmungam
Eu falo e vejo bem que você nem sabe o que me diz
O mundo é muito parecido com o que vejo
Eu sempre vou acreditar nesse mundo do meu jeito
Você voou e me deixou cair das núvens de cabeça (sem os pés no chão)

Mas, se você (ainda) quiser alguém pra ser só seu...
É só não se esquecer
Estarei aqui.

Fiz essa brincadeirinha com a música.
Mas aí vai a música inteira num baita show.. como só o Renato sabia fazer.

10.2.10

A marca do paletó - Cont. Cap. 1

Era a primeira noite da primavera do ano anterior. Arthur Lightman, dono da tabacaria e homem influente na cena política da cidade, era o anfitrião da festa. O antigo prefeito sempre organizava uma festa beneficente no primeiro dia da primavera. A renda excedente da festa era doada aos moradores da Villa. Lugar com pouca condição de sobrevivência. Tanto em termos de saúde, quanto em termos de segurança, já que era lá o covil dos traficantes. Sem esgoto, iluminação e na beira de um vazamento de lava e água contaminada. Enxofre era o maior problema dos infelizes moradores da região. Os traficantes de ópio e cocaína usavam a região para guardar suas mercadorias. A polícia não costuma andar por lá. Nem, ao menos, durante o dia.
Os convidados da Festa da Primavera eram os cidadãos ricos e importantes da cidade. Lightman sabia bem a quem convidar. Dois meses antes da festa enviava os convites. O prefeito Gross aguardava a data com ansiedade. Era um bom palanque de campanha. A Senhora Weiss, curadora do museu, leiloava alguns de seus quadros e doava a quantia para a festa. Muitos dizem que a senhora de 67 anos de idade guardava uma boa parte na carteira. O diretor da William Old School, Aston Vellasques, oferecia quatro bolsas de estudo por ano. Todo ano ele encomendava um smoking novo. Muitas das meninas da cidade lançavam suspiros intermináveis enquanto ele passava. Na festa, havia todo o tipo de personalidades importantes. Menos da polícia.
Charles, óbviamente, não era convidado, mas, sim, empregado. Trabalhava em uma empresa que servia bufês. Era o chefe dos garçons. O bom serviço aos convidados dependia de sua concentração, observação e agilidade. Circulava pelo salão, verificava a champagne e os salgados. Usava um paletó bege com riscas brancas. Os paletós dos garçons eram brancos com riscas beges. Era um tecido impermeável, mais fácil de limpar em caso de acidente.
Em uma das rondas pela sala onde as mulheres jogavam conversa fora enquanto os homens falavam sobre negócios ou esportes, Charles esbarrou com uma moça na saída da porta. Pensou que fosse uma garçonete. Mas ao levantar os olhos teve a grande surpresa.

To be continued...

9.2.10

A marca no paletó - Cap.1

Após terminar o plano e anotar cada passo na memória, Charles andou vagarosamente pela calçada. A chuva fina fazia com que o paletó refletisse as luzes das lanternas das charretes, que, naquela hora da tarde, davam um pouco de vida e movimento ao final de tarde de domingo cheio de nuvens, vento frio e chuva. Ao mesmo tempo em que ele descia a rua, Marta fechava o caixa da tabacaria de seu tio. Domingo é um dia frenético na tabacaria. O movimento cresce enquanto a luz vai baixando junto com o sol - que nesse dia não se apresentou. A cada dia aumentava seu repúdio aos velhos beberrões que iam fumegar seus cachimbos e charutos e, de lambuja, lançar as mais baixas cantadas sobre ela.
Charles vinha preparando o golpe há três meses. Foi logo após um encontro com Marta em frente ao cinema. Ele planejou tudo nos mínimos detalhes. Era a vez de Marta. Ela não escaparia. Quando se aproximava do local, o jovem rapaz lembrou de uma música. A música que tocou na primeira vez em que viu a mais bela garota do bairro. Do mundo ou do universo. Claro, não lembrava o nome da canção. Só assobiou o início. Enquanto a melodia saía de sua boca e navegava no ar úmido, lembrou daquela noite.

To be continued...

6.2.10

Texto roubado do Carpinejar

Eu juro que não gosto muito de roubar textos.
Mas o Fabrício Carpinejar consegue me divertir e fazer pensar com esse blog.
Roubei. Mas, com os devidos créditos.

Gostei desse texto porque pra mim ele tem um significado interessante. Na verdade, tem muitos significados.

Espero que gostem.
Leiam o Carpinejar. Comprem os livros.
Aí vai o link do blog: http://carpinejar.blogspot.com/


Beliches

As imobiliárias deveriam oferecer serviço de assistência psicológica. Há clientes que não resistem ao trauma de alugar um apartamento. Eu sou um deles.

Dependia de um fiador. Respondi para corretora que isso era barbada. Tenho dois irmãos com imóveis, ambos de carreira consolidada. Tive o impulso de discar na hora e resolver o pré-requisito na frente dela, mas me guardei, delirando que brigariam para ocupar o posto.Liguei primeiro para o mais velho, expliquei a urgência, sustentei que sempre paguei todas as minhas contas em dia, sofro pânico de atraso, ele sabe, mas foi enrolando e enrolando, avisando que não queria assumir nenhum risco. Risco? Que risco?

Ele prometeu retornar em seguida. Nunca mais me telefonou.

Não desanimei, acessei minha irmã. A prosa foi ainda mais árdua. Ela começou a me rebaixar para justificar que não desejava ser minha fiadora. É natural que o outro nos coloque em julgamento para se desculpar. Argumentei que não desfrutava de condições para empenhar o seguro-fiança, porque vivia os meses mais difíceis a um escritor, janeiro e fevereiro, sem palestras e movimentação literária. Ela não declinou, acentuou a violência do timbre.

- Precisa se virar sozinho.
- É a regra, não há como ser sozinho.

É terrível quando alguém se mostra vulnerável e o interlocutor aproveita para atacar. Poucos são os que sabem receber a fraqueza de um familiar. Ela passou a me agredir, falando que minha carreira é instável, que não podia apostar em mim. Retruquei que cuido de dois filhos, que assumo as responsabilidades, que gosto de ser adulto. Ela lamentou: mais um motivo.

Fui solicitar apoio e já mendigava.

Cansada da discussão, colocou a culpa no marido. "Meus bens são partilhados, ele não admitiria". Pedi para que trocasse ideia com ele. "Não vou estragar meu casamento por tua causa".

Eu me espantava com as nossas diferenças, adotei então uma posição nostálgica, quase masoquista:

- Lembra que você se chamava de Théo (irmão de Van Gogh) e que me ajudaria?

Ela foi cínica:

- Van Gogh era esquizofrênico, você não.

E desligou na minha cara.

O que aconteceu com a gente, manos? Na infância, vocês seriam capazes de deixar de comer para que comesse, vocês seriam capazes de guardar segredos para não me assustar, vocês seriam capazes de apanhar para não me denunciar aos pais.

Quando a mãe separou o beliche em dois quartos, dormimos juntos no chão. Para não perder as conversas no escuro.

A sensação é que largamos nossa origem após o casamento. Viramos um feudo. São somente os filhos, a esposa ou o marido, todos os demais são intrusos e incômodos. Não confiamos para gerar confiança, não tranquilizamos a esperança. É o boicote, o medo, a paranóia.

Ao procurar um calço entre meus irmãos, vejo que não tenho família. O dinheiro termina com qualquer laço. O amor não tem fiança.

3.2.10

As pernas da Ana Hickmann e os olhos verdes da Evangeline Lilly

Tu vê aquela guria linda. Olhos verdes. Não sabe nem de onde vem e nem de que se alimenta. Aí pensa: nossa, ela deve ser intocável. Depois tu vê aquela loira de pernas longas, delgadas e lindas demais (tipo a Ana Hickmann). Aí pensa: como que alguém consegue alguma coisa com uma deusa dessas?
Uma sempre mantém a pose. Boa pose. Gente boa. Outra reclama que só olham pra ela por causa das pernas e daquele rostinho de Barbie. Outras não estão nem aí pra caras normais. Outras cagam e andam pra gente normal. Colocam as pernas gigantes no meio do cérebro e pensam que são alguma coisa nesse mundo de meu deus. Outras pensam que seus olhos azuis são um oceano no qual ninguém consegue nadar sem se afogar em cinco minutos.
Mas isso é paranóia insegura de pessoas malucas (as quais me incluo). Tem tanta mulher bonita e gente boa por aí. Conheci algumas nesses últimos meses.
O problema da nossa época é que a gente leva tudo pelo exterior e, em último caso, pro interior das pessoas. Eu acho isso uma chatice. Provoco essa situação com minha barba. Hei de usar bigode ainda. Eu ando um pouco cansado de ouvir gente pagando de super-esperto-e-não-sei-o-que. Quem pode criticar a minha vida ou a de outro qualquer?
Nós somos criados em escolas diferentes. Nos apaixonamos e desapaixonamos a nosso bel prazer. Conquistamos e somos conquistados. Comemos e broxamos invariavelmente durante a vida.
Eu cansei. O Carpinejar que me desculpe por roubar a frase dele, mas eu acho de fundamento. Ela é simples e complexa. E diz assim: O apaixonado só não é cafona para ele mesmo. E eu acho isso. O som é meu e eu escuto da altura que eu quiser. Choro, grito e sofro o quanto eu quiser. E não falo só por mim. Todos nós somos assim. O problema é que tem gente que consegue disfarçar.

27.1.10

Redução do Faustão

Li no UOL que o programa Domingão do Faustão vai ser reduzido a um bloco após o futebol.
Segundo o site, é uma reivindicação antiga do gorducho.
Imagina ganhar um salário com mais de seis dígitos e ter que gravar quatro horas de programa...
Para os que, como eu, vêem o programa como um entretenimento pobre de conteúdo cultural, é uma maravilha.

Mas nem tudo é perfeito.

Antes do futebol vai rolar aquele programa Os Cara de Pau. Um especie de O Gordo e o Magro fake e de extremo mau gosto.
Com piadinhas apelativas e sem graça.
Típico dos programas humorísticos da Globo.
Pior que não vai dar nem pra botar a TV no "mudo" e olhar as gostosas pq nesse horário não pode ter gostosas.
Fico pensando se um dia teremos humor moderno e de verdade nas tardes de domingo.
Tem tanta gente boa nesse Brasil varonil.
Mas não sei se é intenção da emissora fazer o telespectador pensar.

Teus Olhos

Eu vivo sem pensar se sou só ou se sou mar.
A nova MBP e o suprasumo da voz nordestina.
Canção de amor (óbvio).
Voz doce e voz forte.
Violão e uma batidinha axé.
Um coração gigante e uma emoção contagiante.
Barba e coxa grandes.
Nada disso consegue resumir ou definir "Teus Olhos".
Ivete e Marcelo.

Lindo, contagiante e empolgante.

Dá uma olhada.

25.1.10

Vago e Conveniente

Estava eu atualizando meu perfil piegas no Orkut e tem um item que diz: “Com os relacionamentos anteriores aprendi:”.
Então fiquei pensando no que tinha aprendido com meus relacionamentos anteriores.
No meu caso seriam passados porque não estou em meio a um relacionamento. Agora consigo mais não lamentar esse fato.
Não ainda 100%, mas estou chegando lá. Lembrei de uma frase afetuosa que os namorados vivem dizendo um pro outro: Eu te amo. Como a gente diz isso, né, hein?
Eu, por exemplo, da última vez que disse “eu te amo” recebi “feliz natal” como resposta. Achei um desaforo. Mas faz parte.
Tem gente que não tem noção do que diz. Coloco-me entre esses.

O cidadão está lá na fila do cinema, pisa no pé da namorada e diz: Desculpa amor. Eu te amo.
A fulana está deitada na cama do namorado quando faltam duas horas para uma festa. A tipa fica enrolando, leva uma hora no banho e mais duas horas pra decidir entre dois vestidos pretos e duas sandálias prateadas. Aí o fulano fica pu-to-da-ca-ra e ela olha pra ele e diz: Amor, não fica brabo. Eu te amo.
Chimarrão na praça e passa uma baita gostosa passeando com o púdol tosqueado como uma ovelha em miniatura, a fulana fica encantada com o bichinho e o malandro fica olhando a bunda da gringa mexendo pra lá e pra cá e diz: Amor, eu te amo. Vamos ter um desses? Enquanto ele profere esse pequeno discurso melodramático pensa: Mas que mina gostosa. Podia encontrar com ela no Pingo um dia desses.
Eu te amo é um artifício de confirmação que usamos para ocultar o que não podemos, ou não devemos, dizer. Tipo bazzinga!

Não estou aqui querendo dizer que o amor não existe e nem nada parecido.
Existem “eu te amos” verdadeiros. Existem amores verdadeiros.
Na minha humilde opinião são aqueles que não acabam, os amores verdadeiros.
Os verdadeiros são aqueles que não se transformam em “feliz natal”.

Voltando às vacas magras. Escrevi lá no Orkut: aprendi que o amor é o sentimento mais vago. E que dizer "eu te amo" é fácil e conveniente. E que o "eu te amo" e o amado podem ser tão descartáveis quanto um papel de bala assim que for oportuno.

10.1.10

A bunda


Tchhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Sei lá se esse não é o jeito mais nojento de começar um texto.
É o barulho de uma descarga. Dessas normais.
É um som que acalenta a alma de quem fica horas sentado na mesa de um bar bebendo a cerveja mais gelada possível.
Nenhum boêmio se sente feliz se não puder fumar um cigarro e dar aquela boa mijada.
Tu sente a vontade, levanta, vai ao banheiro, mija e procura a parte mais limpa (geralmente bem pertinho da caixa) do barbante e puxa. Ouve o barulho e pensa: nossa que beleza. Mijei.
Mijar é uma das boas partes da "estada" em um bar.
Mas tem bares e bares. Butecos e butecos. Com e sem banheiro.

Mas eu não queria falar sobre as descargas dos banheiros.

Eu queria falar sobre bunda. É... bunda.

Todo mundo tem bunda.
Uns mais e outros menos.
Tem umas bundas que não existem.
Tem bundas que foram metralhadas.
Tem bunda chupada.
Tem bunda que só existe devido à lordose.
Tem bunda gorda, bunda magra.
Tem bunda redondinha.
Tem bunda que não existia e colocaram à força.
Tem bunda malhada.
Tem um monte de bunda por esse mundo a fora.
Mas hoje no bar eu vi a bunda mais bonita.
Não entra nos meritos citados anteriormente.
Era "A" bunda.
Linda.
Suculenta.
Alguém já deve ter abraçado outro alguém com toda a força.
Quem já fez pode imaginar a vontade de todos os homens, mulheres e afins de apertar com uma só mão aquela bunda.
Bunda. Linda.
O pior de tudo isso é que não era só a bunda... era o conjunto.
Comentei com um amigo: "Ali tá ela. Sozinha. SOZINHA. Ninguém tem coragem de conversar com ela."
E assim ela ficou. Sozinha. Com sua bunda magistral. Magnífica. Deslumbrante. Seu vestido branco com cinta cinza. Sozinha. Suas amigas acompanhadas e ela sozinha, sofrendo por ser bonita, gostosa e ter uma bunda invejável.
Eu gosto de bundas. Gosto mesmo.
Mas sinto pena das bundas gostosas. Elas dão medo. Ofuscam o resto. Intimidam.
E quem as possui acaba tendo problemas com uma das coisas mais legais em um bar: a conversa e o cavalheirismo.
Hoje, os homens não são cavalheiros e são cagões ao ponto de perder a melhor bunda de todos os tempos.

1.1.10

Ano Novo - Vida nova?


Sei lá.

Eu quero um chima um chima chimarrão, pra matar a sede da tradição (neste momento tá tocando essa música).
Ano Novo é sempre assim.
Estou aqui em Jaguarão com uma parte da minha família.
Só choro de alegria.
Assim é muito bom.
Queria abraçar tanta gente nesse momento.

Espero que seja sempre assim.
Que 2010 seja "melhorzinho".
Pra mim.
Pra ti.
Pra todas essas pessoas que precisam que o próximo ano seja bem melhor.

Que venha mais um ano de vida... da qual vamos guerrear como chimangos ou maragatos.
Não importa a escola ou a ideologia.
Vamos seguir lutando pelas nossas vidas.
Amém.

E vamo COLORADO. (Não poderia deixar de faltar)

*juro que peguei essa foto do google e não peguei a fonte...

27.12.09

Se puder, sem medo



Se puder, sem medo
Oswaldo Montenegro

Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava

O guri e a galinha

Estou fazendo um retiro/fuga/pseudo-isolamento na casa de meus pais em Itaara.
Tipo "vivendo a minha vida" da maneira que ela se apresenta.
Aqui é um misto natureza-civilização ainda não muito bem definido.
Agora são 07:05 da manhã e estou acordado por diversos motivos. Alguns insetos não me deixaram dormir, o ventilador, no máximo, faz um barulho de turbina de avião (e eu odeio aviões), o vento do ventilador na minha cara era muito forte (dormi no quarto do meu irmão e ele prefere o ventilador no nível máximo) e deixava o lençol gelado, deu fome enquanto tentava dormir, quando peguei no sono meu irmão levantou pra ir ao banheiro (e nisso já era quase dia) e os passarinhos começaram a se mexer e cantar (tipo "vivendo suas vidas") e um vizinho toca música eletrônica bem alto. Noite chata, feia e boba.
Mas fora esse pequeno detalhe, não é tão ruim assim. Na cidade a gente fica um pouco preso no barulho dos carros e no cheiro de esgoto. No pó de cimento e na nostalgia de quando éramos crianças e nada disso era problema. Há uns 15 anos atrás eu jogava bola na rua, "gostava" das amiguinhas, invadia construções pra fazer aventuras malucas e perigosas (esse era um grande conflito existencial entre eu e minha mãe). Depois eu cresci um pouco e bebia e fumava e conversava com meus amigos na rua durante a madrugada. Mas sempre no cimento e no asfalto.
Mas juro. Juro. Durante todos esses vinte e seis anos de selva de pedra nunca tinha visto uma criança passear com uma galinha embaixo do braço.

22.12.09

Vivendo a minha vida ou o caso do não-sei-o-que-fazer-com-isso

Voltando ao mundo canino, lembro agora dos de rua.

Eles nascem em qualquer lata de lixo ou terreno baldio. Ou alguns nascem em uma casa e são cruelmente jogados na rua em sacolas plásticas. Uma grande percentagem dos sobreviventes andam pelas ruas defecando, urinando, latindo feito assassinos e revirando lixeiras. São os nossos vira-latas. Eu gostaria de ter uma experiência vira-lata. Os vira-latas são livres. Comem, bebem e dormem na medida do possível. Fazem sexo quase semanalmente. Têm amigos fiéis (os mendigos), tem inimigos mortais (alguns parceiros de espécie maiores que eles).
É uma aventura ser cachorro de rua.

Faço analogia ao que imagino ser o "vai viver tua vida" que me escreveram há alguns dias. Do tipo: Mind your own business! Quero cair na gandaia! Caia também! Mas longe de mim, claro.

Viver a Vida é nome de novela, não?

O meu viver a vida é normal.
Eu vivo. Como, bebo, durmo.
Tenho um pouco de saúde e tal.
Família massa, amigos legais.
Colegas tri gostosas.
Estudo jornalismo numa faculdade ótima.
Se fosse falar no sentido científico mais básico de descrever um ser vivo, estaria na fase do "cresce". Tipo vivendo a vida.
Claro que não com todo o glamour das vidas vividas na tal novela. Ela é uma tentativa nojenta de mostrar uma realidade mais nojenta ainda de uma parte bem pequena deste nosso Brasil varonil.
Mas fui aconselhado a viver a minha vida.
Mas eu pergunto: Quando foi que eu deixei de viver a minha vida?
Ninguém deixa de viver a vida. A não ser os que vivem a própria vida fingindo ser o que não são. O que não é o meu caso.
Uma das minhas virtudes é a sinceridade. Que começa comigo mesmo.
Eu nunca pretendi deixar de viver a minha vida. Eu queria acrescentar qualidade a ela.
Eu queria dar um novo ar para os meus pulmões. Eu queria viver a minha vida e ainda criar outra vida. As pessoas pensam que a gente precisa abdicar de viver quando vai se unir a outra pessoa.
A gente está sempre unido a uma pessoa. Sempre. Com sexo ou não, sempre. Nunca estamos sozinhos, seja para ser independente ou dependente. Isso não nos livra de relacionamentos íntimos, familiares, profissionais ou de amizade.

Eu gostaria muito é que a sinceridade fosse sempre recíproca em minhas relações.

Mas enquanto eu não souber tudo tim-tim-por-tim-tim vou continuar a "viver a minha vida", como os queridos vira-latas, já que é como me sinto devido ao fato de que a melhor parte do meu "viver a vida" me foi tirado injusta e arbitrariamente.


18.12.09

A vida se repete em diversas situações


Ele era apaixonado por Ela.
Ela não sabia viver sem Ele.
Se conheceram há muito tempo e de uma hora para outra acabaram se apaixonando. Era uma bela história de amor. Passaram meses e meses na felicidade mais suprema e imaginável. Comiam, dormiam, andavam, estudavam, trabalhavam juntos, pelo bem do ano mais feliz de suas vidas. Eles não sabiam qual era, só que estava próximo.
A vida foi pregando peças, jogando obstáculos e tentando fazer com que a magia toda acabasse. Duas ou três vezes saíram do rumo. Brigaram feio. A ausência de um ou de outro fez com que a coisa desandasse.
Mas quando se encontravam, tudo mudava.
O sangue ficava mais vermelho e o sol amarelo brilhante.
Enfim, o ano mais importante chegou. Ela engrenou na vida.
Ela queria levar seu amado pra fora, para longe. Para o Mundo.
Ele negaceou. Pensou, repensou e pensou de novo.
Acabou sendo convencido por seu grande amor.
- OK. Vamos. Eu vou junto. Quero ver o Mundo novamente. O Mundo só nosso.
Prepararam uma surpresa para suas famílias. No mês de outubro anunciaram que iam casar. Ele ia continuar sua vida noutro lugar até conseguir andar com as próprias pernas. Enquanto isso Ela aguentaria as pontas. Por amor, por amar. Então veio o limbo. O espaço entre o noivado e o casamento foi preenchido com o vazio.
Ela foi para longe treinar. Ele ficou esperando. Tudo era esperado: a saudade, o ciúme, o não-sexo. Eles se propuseram a passar por isso e depois seguir adiante.
Tudo ia bem até certo ponto. Ela conheceu pessoas novas, começou a ganhar bastante dinheiro e foi levando com a barriga. Mudou pra uma casa só dela, da irmã e da melhor amiga. Era o que o amor precisava para morrer. Ela mudou de amor. Passou a amar as amigas, os bares, o seu carro novo.
Um dia ela apareceu de surpresa e disse adeus. Praticamente na porta da igreja.

Ao analisar a campanha do Inter no Brasileirão 2009 lembrei dessa história.

Crônica massa do David Coimbra

Uma mulher dormindo no fusca

Uma mulher acabou com a nossa turma, uma vez. Éramos amigos de infância, saíamos todas as semanas, tínhamos um time de futsal. Bom time, bem entrosado, custava a perder. Afinal, nos conhecíamos desde os tempos do gude, do boco, do polícia-ladrão. Aos sábados, íamos jogar bola nas quadras do Dom Bosco, depois tomávamos Faixa Azul no armazém do Seu Zequinha, bem ali onde hoje é a borracharia do Brazinha, e só mais tarde é que íamos para a esbórnia.

Era sempre assim, e era bom.

Mas um dia um dos amigos começou a namorar com aquela mina. Não era bonita, mas também não era feia. Não era magra, tampouco gorda. Nem alta, nem baixa. Em tudo tratava-se de uma média.

Primeiro, ela passou a frequentar a última etapa do sábado, a finaleira, os bares da boemia. Era divertida, bebia bem, entrosou-se facilmente com o pessoal. Passadas algumas semanas, ela apareceu no fim do jogo e desceu conosco o morro do Alim Pedro até a sordidez do armazém do Seu Zequinha.

No princípio achamos estranho: bebíamos suados, de calção e camisa de time, esparramados nas cadeirinhas de metal, e só falávamos das nossas façanhas no jogo que havia terminado e das que planejávamos para a noite que ia começar. Aos poucos, porém, fomos nos acostumando com a presença dela, até porque ela parecia não se escandalizar com nenhuma das escatologias que dizíamos e ria das nossas piadas.

Uma tarde, enfim, ela chegou ao Dom Bosco num Fusca, o nosso amigo ao lado. Alguém brincou:

— Reforço pro time?

Ela riu:

— Só vou assistir.

Não assistiu. Ficou no Fusca, dormindo. Nos outros sábados, a mesma coisa. Ela chegava com o nosso amigo e não saía do Fusca. O Fusca permanecia estacionado à margem da quadra, ela no banco da frente, a cabeça jogada para trás, a nuca apoiada no encosto, a boca aberta, roncando. Por que ficava dormindo naquele Fusca? Tinha algum propósito premeditado? Sabia o que estava fazendo?

Decerto que sabia, porque a cada sábado o nosso amigo parecia mais constrangido. Só que, curiosamente, não se constrangia com ela; constrangia-se conosco. E, em vez de pedir que ela não fosse mais assistir aos jogos, desistiu ele de ir. Perdemos um eficiente ala pela direita.

Eles continuaram frequentando a turma nos bares da noite, só que ela aparecia sempre de mau humor, seu estado de espírito influenciava todo mundo, a mesa ficava tensa, as madrugadas terminavam em discussão. A turma se desfez. O time se desfez. Por causa de uma mulher.

As mulheres são assim, ou pelo menos algumas delas: se realizam quando conseguem fazer um homem desistir do que lhe é mais caro. É um troféu para elas. Uma realização. Uma prova do quanto elas são importantes.

Uma mulher acabou com os Beatles; uma mulher, ao acabar com Mike Tyson, acabou com o boxe internacional; uma acabou com a nossa turma; e agora outra está acabando com o golfe, ao acabar com o Tiger Woods. Cristo, por que as mulheres são assim???

*Publicado na Zero Hora de 16 de dezembro de 2009


Preciso de férias



Preciso de férias
Dessa dolorosa lembrança
De não ter ideias
Da enternidade da esperança

13.12.09

Adeus ano do mal

Os cachorrinhos que moram em apartamentos são felizes. Eles comem, bebem, ganham carinho dos donos. Não têm problemas. Não sabem que foram privados de viver uma vida em meio a Natureza. Grama, sol, mosca, passarinho. Eles simplesmente estão lá. Dormindo, comendo e latindo pra quem passa em frente a porta.

Eu gostaria muito de ter sido um cachorrinho de apartamento. Peludinho, cheiroso e babão. Não gostaria de ter sido apresentado à felicidade de poder voar, de amar, ser amado e fazer planos eternos. Uma igreja caiu sobre mim, um avião arrancou meu medo de altura e uma espada me feriu mortalmente o coração. Fui grande, dei grandes passos adiante. Fui pequeno e fraco ao ponto de caminhar o dobro de volta. Não aguentei. Não me aguentaram. Foram fracos, covardes e egoístas comigo. Foram incompetentes tanto quanto eu. Mas eu estava só no começo. No começo do começo.

Vai, dois mil e nove, e leva contigo todo esse terror que causaste na minha vida. E na vida de tantos outros que nem posso contar.

Vem, dois mil e dez.
Que sejas bom e construtivo desde teu primeiro segundo.

Eu mereço. E tantos outros que nem posso contar.

31.10.09

Correria dá nisso

Quem salvou quem você só descobre depois que lê.. hehe

27.10.09

Fotoleg sobre a convocação da Seleção Brasileira

Isso faz parte da minha auto alfabetização em Photoshop
InDesign e Photosho são ótimos companheiros
Fazem esquecer as injustiças que a vida nos esfrega na cara

5.10.09

Quero ser o técnico do Inter. Mas tenho sugestões!

A demissão tardia do Tite, depois de o Muricy ter se oferecido pra treinar o Inter, agora que o campeonato está nas mãos do Palmeiras.

Depois de tudo isso... acho que o Internacional poderia me dar a chance de estrear como técnico de futebol. Afinal, já acabou tudo mesmo. Estou cobrando R$ 1.200,00 de salário.
Dá até pra dar uma folgada no orçamento.

Mas já aviso que:
Alecsandro,
Taison,
Kléber,
Bolivar,
Índio,
D'Alessandro
Guiñazu
vão direto pro banco de reservas quando eu assumir.

Aguardo contato da direção por e-mail - não vou me sentir ofendido, ou menos homem, ou menos colorado por tratar da negociação por e-mail - para assinar o contrato.
Mas não demorem, senão, vou assinar com o Goiás.

Se o eterno (p)residente Fernando Carvalho não gostar do meu perfil vencedor (no colégio fui sempre campeão dos torneios, depois de velho comecei a fumar e não ganhei muita coisa nos torneios que disputei depois disso, mas sempre deixo meu golzinho), pode efetivar o Clemer como técnico "tapa-furo". Afinal ele está no Beira-Rio ganhando uma banana de pré-aposentadoria. Botem ele no "fedor".

Mas, se não for possível, poderia ser o PS Carpegiani.
Pela identificação. Mas ele quase nada como técnico.

Mas, se não for possível, tentem o Dunga.
Afinal ele é o técnico mais efetivo que já passou pela Seleção Brasileira.
Conseguiu classificar a amarelinha pra duas Copas seguidas.
E antes de terminarem as Eliminatórias.

Mas, se não for possível, poderiam tentar convencer o Muricy de treinar o Inter e o Palmeiras. Afinal, acontece de tudo no futebol brasileiro.
O Inter adora inventar onda.
Essa poderia ser uma solução moderna para a decadente campanha dos c(s)em anos.

Mas, se não for possível, poderia ser o Luxemburgo.
Afinal ele já ganhou uns cinco Brasileiros. Nenhum com time gaúcho. Pode ser que ele traga a máfia do futebol para o RS e as coisas comecem a andar por aqui.
Daí ele traz alguns craques amigos dele pra sugar um pouco da grana daqui, manda uns jogadores daqui pra sugar a grana de lá.
E a gente fica feliz com o tetra.

Mas, se não for possível...

30.8.09

Teatro Mágico

Eu sempre gosto de estudar bandas.

Pego disco, dvd e o caralho que existir.
Youtube é bom pra ver as bandas perdidas pelo mundo. OU pelo Brasil mesmo.

Achei o dvd do Teatro Mágico.
Sei lá... é meio POP... ou não.
Sei que eu fico um pouco emocionado com as músicas... tipo: Ana eo mar.. mar e anaaaaaaaaaaaaa... estórias que nos contam na cama.. antes da gente dormir...

Ou mesmo uma música que fala de identidade, cumplicidade e reencontro... como Pratododia... "Mas assim como veio acabou.. e quando eu penso em você, choro café e você chora leite"...

É especial.. diferente... faz pensar.

O show dos caras é fantastico...

Ando emotivo "pracacete"..

Sem poder abraçar meu amor.. abraço o som desses caras...

Viva o Teatro Mágico.. parabéns pelo trabalho.. longa vida...

Por que eu não sei mais fazer poesia?

Sei lá

Parece que mundo virou do avesso

Perece que meu endereço

Mudou pro endereço do outro poeta

E o outro poeta é um cara mas esperto que eu

Nâo sei se mais esperto

Mas mais decidido que eu

Pois escrevo hoje

Sobre o que não aconteceu

E se não aconteceu não é

É fado

Conto

História

Quem sabe Estória

O peixe não nada contra a manada

A vírgula não para a indiada

Nem a cerveja é gelada

Pra um poeta imbecil que esqueceu como se escreve um poema gentil

15.8.09

Super concordância e vocabulário


Isso é o que dá deixar pessoas sem diploma fazerem as coisas.